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Santa Margarida da Coutada


 

Dados caracterizadores da Freguesia de Santa Margarida da Coutada

  É a maior e a mais populosa freguesia do concelho. A sua área compreende bem mais de metade do território municipal e tem quase tantos habitantes como as outras duas freguesias em conjunto.

  Grande parte da freguesia é constituída por terras de charneca, cobertas de floresta – com destaque para os montados de sobro e de azinho, os eucaliptais e alguns pinhais – que constitui uma das suas tradicionais riquezas. A agricultura pratica-se sobretudo nas ricas terras de campo, junto ao Tejo, que são de aluvião.

  Ao contrário das outras freguesias do concelho que têm um povoamento eminentemente concentrado, Santa Margarida da Coutada é constituída por diversas pequenas povoações, sendo a sede na Aldeia de Santa Margarida.

  Todo a gente em Portugal associa o nome de Santa Margarida ao Campo Militar que está instalado na freguesia, ocupando uma parte significativa do seu território e desempenhando um papel de grande importância na sua dinâmica económica e social. Trata-se da maior concentração de tropas do país e daqui têm saído muitos dos militares destacados para importantes missões de paz em diversos pontos do mundo.

  Sobranceiras ao Tejo, as terras que hoje constituem a freguesia são habitadas desde épocas remotas, sendo disso testemunho as ruínas romanas de Alcolobre, situadas na Herdade do Carvalhal, próximo da ribeira que faz estrema com o concelho de Abrantes. Os vestígios que se encontram a descoberto pertencem a um complexo termal do que terá sido uma villa romana dos séculos I a III para a qual chegou a ser sugerido o topónimo de Colobriga. O conjunto, de que apenas se conhece uma pequena parte, integra ainda uma barragem, restos de construção que parecem pertencer a um canal condutor de água, a necrópole e cortas para exploração de minério de ouro.

  Do património construído da freguesia merece especial destaque a Igreja Matriz, um templo seiscentista de grande sobriedade, situado num ponto alto de onde a vista alcança uma paisagem lindíssima sobre o Tejo e a parte norte do concelho. Num dos seus cunhais encontra-se um interessante relógio de sol, colocado em 1747. O interior, que foi recentemente recuperado, guarda a magnífica imagem da Santíssima Trindade, um conjunto escultórico em pedra do século XVI, pesadíssimo e de grande valor artístico. Diversas outras imagens dos séculos XV a XVIII, também pertencentes à Igreja, tiveram de ser retiradas do seu interior por razões de segurança, após um assalto ocorrido em 1996.

  O Parque Ambiental de Santa Margarida, que ocupa uma área de cerca de seis hectares, proporciona informação e formação ambiental e promove a descoberta e a interpretação da natureza. É um espaço muito agradável e bastante bem equipado que atrai muitos milhares de visitantes, tanto famílias como estudantes das escolas e turistas em busca da compreensão dos seres vivos, dos fenómenos da natureza e de aromas, sabores e saberes por descobrir.

  Na estrema da freguesia com o concelho da Chamusca fica o lugar da Pereira que conserva muitas características e alguns equipamentos próprios da vida rural tradicional dos pequenos povoados.

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