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Património Privado



CASA-MUSEU VASCO DE LIMA COUTO

  Casa apalaçada dos finais do século XVIII, foi habitação de diversas figuras importantes da vida local e nacional, como o ministro setembrista Passos Manuel, Jacinto de Sousa Falcão e sua esposa, descendente de um da linhagem dos doze de Inglaterra, o Doutor Francisco de Oliveira Moncada, Governador-Geral de Angola e o Professor Pintor José Campas.
  Pertence, desde os anos 70, a José Ramoa Ferreira, o Zé Brasileiro, português de Braga dos versos de Vasco de Lima Couto (1923-1980).
  O poeta viveu nesta casa os últimos quatro anos da sua vida. Após o seu falecimento, foi transformada em Casa-Museu, inaugurada pelo Presidente da República General Ramalho Eanes em 1981.
  Guarda objectos pessoais de Lima Couto e muitos originais, em especial correspondência trocada com amigos, bem como uma rica colecção de arte constituída por mobiliário e pintura.



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O PALÁCIO

  O nome ficou-lhe de ter tido a honra de alojar a rainha D. Maria II numa visita que fez a terras do Ribatejo. A real escolha terá tido a ver com a beleza e as excelentes condições proporcionadas pelo edifício apalaçado, bem como com o facto de o primeiro-ministro de então, Passos Manuel, ser genro dos donos da casa.
  Foi D. Maria II quem, certamente impressionada com a visita à vila, assumidamente liberal, e por influência de Passos Manuel, acedeu, em 1836, a mudar-lhe o nome de Punhete para Constância, concedendo-lhe o título de Notável.
  Virado ao Tejo, o Palácio  conserva as memórias do liberalismo português e toda a dignidade e conforto que sempre o caracterizaram.



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QUINTA E CAPELA DE SANTA BÁRBARA



  Já no século XVI aqui existia uma quinta, chamada Quinta do Paio por pertencer a D. Francisco de Melo Sampaio, neto da castelã de Punhete e amigo de Camões que lhe dedicou uma trova do célebre Banquete das Trovas. Dos tempos de Camões, cuja passagem pela quinta é muito provável, subsistem ainda algumas construções, com destaque para as adegas, agora adaptadas a restaurante com a designação Refeitório Quinhentista.
  Pertenceu, no século XVII, a D. Fernando Mascarenhas Lencastre, capitão de Goa, Governador da Índia e depois de Pernambuco que, por testamento de 1714, doou a quinta, já então chamada de Santa Bárbara, aos Jesuítas. Daí até à expulsão da ordem de Portugal, em 1759, a quinta conheceu a sua época de maior esplendor.
  Foram os Jesuítas que mandaram restaurar e beneficiar a capela, através de um contrato estabelecido com o escultor italiano João António de Pádua, em 1739. Nela merecem destaque o magnífico retábulo e o silhar de azulejos que conta a história de Santa Bárbara.



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