AVISO AMARELOpara Trovoada das 12h00 até às 21h00 do dia 04 de outubro e das 12h00 até às 21h00 do dia 05 de outubro!!
Informação de suporte:
De acordo com a informação meteorológica disponibilizada pelo IPMA salientam-se os seguintes aspetos:
- Períodos de céu muito nublado, apresentando-se muito nublado na região Sul até ao início da manhã.
- Aguaceiros, por vezes fortes, acompanhados de trovoada e que poderão ser ocasionalmente de granizo, em especial nas regiões Centro e Sul e durante a tarde.
- Vento em geral fraco do quadrante leste, soprando fraco a moderado (até 30 km/h) nas terras altas e rodando temporariamente para norte/noroeste no litoral oeste durante a tarde.
- Pequena descida de temperatura, em especial da máxima.

Efeitos Expectáveis:
Os episódios típicos das estações de transição, são propícios:
- À ocorrência de inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas pluviais por obstrução dos sistemas de escoamento e drenagem;
- À ocorrência de cheias, pelo transbordo do leito de alguns cursos de água, rios e ribeiras;
- À instabilidade de vertentes, associada a movimentos de massas (deslizamentos, derrocadas e outros eventos) motivados pela infiltração e escorrência da água, podendo ser potenciados pela ausência do coberto vegetal na sequência de incêndios rurais, ou por artificialização dos solos;
- À contaminação de fontes de água potável por arrastamento e infiltração de inertes resultantes de incêndios rurais;
- Ao arrastamento de objetos soltos, ao desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas e quedas de árvores por efeito de episódios de vento forte, que podem originar:
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- Acidentes ou condicionamentos de circulação nas vias rodoferroviárias ou espaços exteriores em geral;
- Afetação com indisponibilidade prolongada das infraestruturas dos serviços de comunicações, energia, água e saneamento;
Medidas de Antecipitação e Autoproteção:
Afetação das infraestruturas dos serviços de comunicações, energia, água e saneamento:
A ocorrência de fenómenos de vento e precipitação podem originar o arrastamento e projeção de árvores, objetos soltos, desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas, podendo originar:
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- Afetação com indisponibilidade prolongada das infraestruturas dos serviços de comunicações, energia, água e saneamento - isoladamente ou resultante do “Efeito Dominó” pela sua interdependência técnica e funcional;
Tais situações podem acontecer em todo o território, devendo existir especial atenção e acompanhamento às zonas afetadas pela ocorrência da tempestade Kristin, uma vez que se verificam ainda restabelecimentos com recurso a soluções temporárias e partes de infraestruturas não intervencionadas, resultando numa menor robustez das mesmas.
Inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas pluviais:
- Com as primeiras chuvas, o lixo e detritos eventualmente depositados nos sistemas de águas pluviais, nomeadamente originadas pela acumulação de folhas de árvores e outros materiais de origem vegetal ou artificial, contribuem para situações de obstrução dos canais de escoamento.
- Esta acumulação potência o arrastamento e concentrações destes resíduos sólidos em locais indevidos (sarjetas, sumidouros, valetas) originando acumulações de águas pluviais que poderão provocar submersão de vias de comunicação e inundações nos pisos mais baixos de edifícios.
- Desta forma, recomenda-se:
- A limpeza e desobstrução de sumidouros, valetas, sarjetas e outros canais de drenagem;
- A remoção de folhas, areias, pedras ou outros materiais ali depositados previamente à ocorrência de precipitação;
- A verificação e monitorização da funcionalidade dos sistemas de drenagem urbana;
- Paralelamente, cada cidadão deve também tomar uma atitude pró-ativa, nomeadamente assegurando a desobstrução dos sistemas de escoamento de águas pluviais de quintais, logradouros, varandas, algerozes e caleiras dos telhados dos edifícios.
Cheias motivadas pelo transbordo do leito de linhas de água:
- O arrastamento e deposição de materiais sólidos pelos cursos de água pode contribuir, significativamente para o acréscimo dos efeitos das cheias.
- Outros condicionantes, como a falta de obstáculos à progressão da água nas bacias drenantes e a incapacidade de retenção da precipitação no coberto vegetal.
- Diminuição da capacidade de escoamento das linhas de água e da capacidade de armazenamento nas albufeiras devido ao arrastamento de sólidos (por erosão) desde as bacias drenantes até à linha de água, são fatores associados à ocorrência de cheias.
- Neste contexto, recomenda-se a adoção, entre outras, das seguintes medidas de precaução:
- Limpeza e desobstrução de linhas de água principalmente junto a pontes, aquedutos e outros estrangulamentos ao escoamento, bem como linhas de água assoreadas
- Remoção dos resíduos sólidos urbanos (de grande dimensão ou em grandes quantidades) depositados nos troços marginais dos cursos de água;
- Evitar cortes rasos de material lenhoso em declives acentuados, localizados nas proximidades das linhas de água;
- Recolha ou trituração dos resíduos resultantes do corte dos salvados resultantes de incêndios rurais, fenómenos meteorológicos extremos, atividades agrícolas ou florestais localizadas nas margens das linhas de água;
- Verificação (e eventual beneficiação) de situações de desmoronamento/arrastamento das margens das linhas de água, de modo a evitar obstruções ou estrangulamentos;
- Inspeção visual de diques, ou outros aterros longitudinais às linhas de água, destinados a resguardar os terrenos marginais;
- Identificação de novos “pontos críticos” (aglomerados populacionais, edificações, vias de comunicação, pontes/pontões, infraestruturas técnicas, entre outros) em complemento aos historicamente sinalizados;
Instabilidade de taludes ou movimentos de massa motivados pela infiltração de água, podendo ser potenciados pela remoção do coberto vegetal na sequência de incêndios rurais:
- A precipitação pode aumentar a instabilidade de solos e rochas em vertentes. O aumento da instabilidade dessas vertentes, pode ser causadora de acidentes ou interrupção da circulação nas vias rodoferroviárias, em especial junto de aglomerados populacionais.
- As principais observações que devem ser feitas, em especial em taludes de maior inclinação (onde mais abruptamente pode ocorrer a rotura) são as seguintes:
- Em taludes rochosos propícios ao desmoronamento ou arrastamento de blocos de rocha, deve observar-se o normal funcionamento das estruturas de escoamento (filtros, proteção de filtros, orifícios de alívio de pressão de água, entre outros) e as estruturas de suporte para a estabilização de taludes (paredões de cimento, gabiões de proteção, redes de proteção, ou outros);
- Em aterros e taludes de terra, devem observar-se possíveis deformações ou deslocamentos (abertura de fendas que significam arrastamento de material), bem como assentamentos devido às variações do nível da água nos terrenos.
- A ocorrência de incêndios rurais pode reduzir o coberto vegetal, potenciando os movimentos de massa, causados por erosão intensificada e por alterações nas características das rochas face à exposição às temperaturas elevadas. Torna-se assim necessária, especial atenção a grandes blocos rochosos com sinais de exposição ao fogo e em posição instável.
Contaminação de fontes de água potável por inertes resultantes de incêndios rurais:
A ocorrência de incêndios na proximidade de captações de água para potabilização, pode ocasionar a contaminação da água por inertes, em consequência da destruição do coberto vegetal. A infiltração de águas pluviais contaminadas torna, assim, recomendável a monitorização da qualidade da água, de modo a garantir um abastecimento às populações de acordo com os exigíveis parâmetros de qualidade e segurança.
Arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, ou ao desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas, por efeito de episódios de vento forte:
Os ventos fortes, contínuos ou em rajada, são fenómenos muito frequentes principalmente em períodos de transição meteorológica, que podem arrastar ou projetar com perigo para pessoas e danos para o património, estruturas ou árvores que não se encontrem devidamente fixadas. Recomenda-se a verificação de todas as estruturas que, pelas suas características (dimensão, forma, altura desde o solo, resistência), possam ser arrastadas ou arrancadas dos seus suportes. Nos casos em que tal seja impossível, deve garantir-se com facilidade a sua remoção / desmontagem antecipada, sempre que se verifiquem previsões de ventos fortes.
Em conclusão, o Serviço Municipal de Proteção Civil apela à atenção de todos os responsáveis para a observância das situações acima descritas, adotando e divulgando as medidas preventivas e de antecipação, com vista à mitigação dos riscos identificados, por forma a salvaguardar a proteção de pessoas, património, ambiente e animais.





